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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Mulher que lê!

(Para uma leve descontraída)

Um casal sai de férias para um hotel-fazenda...

O homem gosta de pescar e a mulher gosta de ler.
Numa manhã, o marido volta de horas pescando e resolve
tirar uma soneca.
Apesar de não conhecer bem o lago, a mulher decide pegar
o barco do marido e ler seu livro.
Ela navega um pouco, ancora e continua lendo...

Chega um tenente da guarda ambiental do parque em seu
barco, para ao lado da mulher e fala:

- Bom dia madame. O que está fazendo?

- Lendo um livro, responde. (Pensando: será que não é óbvio?)

- A senhora está em uma área restrita em que a pesca é
proibida, informa.

- Sinto muito tenente, mas não estou pescando, estou lendo.

- Sim, mas, a senhora tem todo o equipamento de pesca. Pelo que sei a
senhora pode começar a qualquer momento. Se não sair daí
imediatamente terei de multá-la e processá-la.


- Se o senhor fizer isso terei que acusá-lo de assédio sexual.

- Mas eu nem sequer a toquei! diz o tenente da guarda ambiental.

- É verdade, mas o senhor tem todo o equipamento. Pelo que
sei, pode começar a qualquer momento!

- Tenha um bom dia madame - diz ele e vai embora.

Moral da história:

Nunca discuta com uma mulher
que lê, pois certamente, ela pensa!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Os males do século

"Digam o que disserem, o mal do século é a solidão."

É?

Absurda é a quantidade de pessoas hoje em dia, digo pelas próximas a mim, que sofrem com a ansiedade, a depressão, o pânico, a falta de ânimo, as eternas somatizações, o stress.
Não é fácil de acreditar que de uma geração pra outra todas essas questões se tornaram praticamente um surto de falta de saúde mental, de NÃO bem estar, de ZERO qualidade de vida.
Que sociedade é essa? Que sociedade SERÁ essa?
Almoçar em 1h, todos os dias. Sem tempo pro café. 4h diárias de trânsito. Barulho, buzina, telefone tocando.
Céus, mas não é ÓBVIO que o ser humano não vai suportar? Ninguém foi feito pra suportar isso.
Todo o mundo surtando, desabando em hospitais, se enchendo de medicação pra segurar o que não deveria ser segurado..
E milhares de lançamentos daqueles "Guia para conciliar família e trabalho", "Viva mais, trabalhe menos", "Organizando o dia-a-dia".
Precisamos aprender que temos apenas 24h por dia. Que temos 30 dias no mês. FELIZMENTE!
Que não é possível conciliar tudo o que precisamos/desejamos fazer em poucas horas espremidas. A vida tem que ser vivida.
As pessoas tem esquecido de respirar.
Existe tratamento para a maioria dos males, graças a Deus!! EXISTE DEUS!
E apesar da medicação, ALÉM da medicação... é preciso consciência do mundo, do corpo, conhecimento da vida.
Parar para respirar e entender o que somos. Trabalhar pra isso, aquele velho auto-conhecimento batido, mas que é tão essencial.
Depressão mata; Bullying mata. E eles estão aí, na nossa sociedade, dentro da nossa família.
Nada disso é brincadeira.
Países ricos tem maior índice de depressão.
Sério? Porque será?
E nós, nessa terra tropical abençoada por Deus, somos o país em desenvolvimento com mais pessoas afetadas por esse mal.
Povo, não estamos aqui pra isso. Não nascemos com esse propósito.
É necessário entender. Aprender, compreender...
Sorrir, DORMIR, viver, amar, compartilhar, desabafar, respirar... AR!

“E ficamos nesse de vai não volta, nessa indecisão de uma certeza, de uma negação de uma vontade. Eu te amo e você me ama, mas o nosso amor não é o suficiente para nos unir. Precisamos de algo que ainda não temos, e talvez nunca venhamos a ter. Preciso ser minha antes de ser sua, e você precisa ser seu antes de ser meu. Mas você é da menina que mora na rua atrás da sua casa, e eu sou do cara que conheci em uma balada qualquer da vida. Somos tão diferentes, mas tão completos quando estamos um ao lado do outro. Poderíamos ser tão felizes, poderíamos ser tão amor.”

Tati Bernardi



quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Aquela saudade

“Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é a saudade. Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Doem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã. Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber. Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio. Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia. Não saber se ela ainda usa aquela saia. Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada, se ele tem assistido as aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua preferindo Malzebier, se ela continua preferindo suco, se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados, se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor, se ele continua cantando tão bem, se ela continua detestando o McDonald's, se ele continua amando, se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer. É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso... É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer.

(Martha Medeiros) ?

Música que exprime sentimentos muito comuns, muito difíceis de ser explicados, identificados. Quando parece que estamos vivendo novamente o mesmo martírio.
Quando deixamos de nos reconhecer, de perceber nossas atitudes, deixamos de SER.
E parece que apenas existimos, sem SERMOS notados no meio do imenso universo. A mera existência sem propósito.

AQUI

"Às vezes acho
Que eu fiquei louco
Me dando conselhos
Até ficar rouco
Às vezes acho
Que perdi a memória
Contando de novo
A mesma história...

Aqui onde as horas não passam
Aqui onde o Sol não me vê
Aqui onde eu não moro
Não existo sem você...
Me olho no espelho
E me vejo do avesso
O mesmo rosto
Que eu não reconheço
O rádio ligado
Chuva e calor
As gotas me ferem
Mas não sinto dor...
Aqui onde as horas não passam
Aqui onde o Sol não me vê
Aqui onde eu não moro
Não existo sem você..."

Capital Inicial

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Pensando em fazer terapia?

Um assunto sério, pra ser pensado com muita calma... Mas podíamos começar tentando quebrar um pouco o paradigma que coloca tanto peso nessa palavra, terapia.

Você sabe quantos psicólogos são necessários para trocar uma lâmpada? Apenas um… mas a lâmpada precisa querer ser trocada!

A terapia, de fato, só funciona se o sujeito estiver disposto a se engajar no processo. Diferente de um medicamento que pode ser administrado até com o paciente inconsciente, a terapia só funciona a partir do movimento do sujeito.

Isso não quer dizer que a pessoa tem de chegar absolutamente pronta, amadurecida e aberta no consultório. Muito pelo contrário, o vínculo de confiança que vai sendo construído no setting terapêutico é que dará o respaldo para que a pessoa vá se engajando responsavelmente em seu processo de autoconhecimento, no qual o psicólogo é coadjuvante… o sujeito é o ator principal.

Este mesmo processo, de responsabilidade e confiança, é de extrema importância também nos processos de tratamento dos casos patológicos como: pânico, depressão etc. Casos estes onde é possível a melhora significativa do paciente, levando-o a uma qualidade de vida para muito além do satisfatório, em muitos casos pode-se mesmo conseguir a remissão da doença.

Mas é preciso sim que o sujeito deseje e invista na terapia… assim como a lâmpada que precisa querer ser trocada.

Sabemos que infelizmente ainda existem alguns preconceitos contra a terapia, mas isso tem saído de cena a passos largos e cada vez mais se acredita no potencial de contribuição da psicologia no bem viver do sujeito.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Girassóis e Miosótis

O girassol é flor raçuda que enfrenta até a mais violenta intempérie e acaba sobrevivendo . Ela quer luz e espaço e em busca desses objetivos, seu corpo se contorce o dia inteiro. O girassol aprendeu a viver com o sol e por isso é forte .

Já o miosótis é plantinha linda, mas que exige muito mais cuidado. Gosta mais de estufa. O girassol se vira... e como se vira! O miosótis quando se vira, vira errado. Precisa de atenção redobrada.

Há filhos girassóis e filhos miosótis. Os primeiros resistem a qualquer crise: descobrem um jeito de viver bem, sem ajuda. As mães chegam a reclamar da independência desses meninos e meninas, tal a sua capacidade de enfrentar problemas e sair-se bem.

Por outro lado, há filhos e filhas miosótis, que sempre precisam de atenção. Todo cuidado é pouco diante deles. Reagem desmesuradamente, melindram-se, são mais egoístas que os demais, ou às vezes, mais generosos e ao mesmo tempo tímidos, caladões, encurralados. Eles estão sempre precisando de cuidados.

O papel dos pais é o mesmo do jardineiro que sabe das necessidades de cada flor, incentiva ou poda na hora certa. De qualquer modo fique atento. Não abandone demais os seus girassóis porque eles também precisam de carinho... e não proteja demais os seus miosótis.

As rédeas permanecem com vocês... mas também a tesoura e o regador. Não negue, mas não dêem tudo que querem: a falta e o excesso de cuidado matam a planta ...

José Fernandes de Oliveira - Pe. Zezinho

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Acho que a maioria de nós quer ser girassol! Mas quer filhos miosótis.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.

Frase de JUNG.

Frase que resume a minha vontade de trabalhar com psicologia. Uma missão de palavra, de olhar, de expressar, ouvir, de silêncio. De compreender, interpretar... De afeto, muito sentimento, muito peso, muita leveza. Construção, desconstrução, destruição.
Realização, intimidade...
Eu ainda não sei definir resumidamente o que a minha profissão significa.

Quero que ela signifique, na minha vida, mais humanidade. Quero poder fazer o que eu sempre pensei que tivesse nascido pra fazer.
Quero ter capacidade de poder tocar tudo que há de mais sagrado em um ser humano, e fazer disso o melhor que possa ser feito.
Ouvir sem julgar, ver sem me escandalizar, sempre acreditando no BEM!



Ter consciência do peso da minha palavra, usá-la da melhor forma que for possível.

Viver o privilégio de poder ajudar as pessoas a serem puramente mais felizes, de ser única na vida de alguém, com a minha palavra.


Que assim seja, que seja doce!