Ocorreu um erro neste gadget

sexta-feira, 30 de março de 2012

E de repente a vida te vira do avesso e você descobre que o avesso, é o seu lado certo...


Ainda bem que existe outro dia. E outros sonhos. E outros risos. E outros amores. E outras pessoas. E outras coisas...

segunda-feira, 12 de março de 2012

Rosas

É claro que a vida ensina a gente o caminho da felicidade.

A história da desilusão é sempre a mesma, pra todo mundo. O aprendizado que se leva dela é o diferencial. Muitas pessoas preferem sofrer e se desintegrar em lágrimas após uma desilusão (seja de qual tipo for).

Outras sofrem, sofrem até toda a tristeza ser colocada pra fora. Mas depois fazem uma força para, conscientemente, tirar uma lição da situação.

Nem toda a vida é feita de rosas. Isso é pra toda a humanidade.

Mas pode ser que a desilusão venha mesmo pra orientar. Pra mostrar novos caminhos. Pra clarear as idéias, ou extinguir dependências nocivas pra nós.

Acreditar 100% em todo o mundo não traz saúde pra ninguém. Claro que não podemos viver desconfiados de nossas sombras... Mas as dores da vida acabam “calejando” um pouco nossos pés. E assim o caminho fica menos arriscado daí em diante.

Desilusão não é fácil. É frustração misturada com tristeza, decepção, desorientação...

Mas que bom que a ficha cai! Que a visão clareia! Será que tem algum propósito?

Mas é claro que tem um propósito! A vida não faria isso com a gente pelo simples prazer em nos ver sofrer. Não pode funcionar assim.

Prefiro acreditar na beleza por traz disso, na magia. No auto-aprendizado pelos nossos erros e acertos. No renascimento das rosas, ainda mais bonitas.

Amor é quando é concedido participar um pouco mais.
Amor é a grande desilusão de tudo mais.
Amor é finalmente a pobreza.
Amor é não ter inclusive amor.
É a desilusão do que se pensava que era amor.
Amor não é prêmio por isso não envaidece.

A Clarice, sempre...

sexta-feira, 2 de março de 2012

Sabe aquele passado que você não quer deixar pra trás?

Ciúme não é ex. Saudade não é ex, tampouco amor. Mas a vida da qual abrimos mão por um sonho (ou por um erro) é passado. E de escolhas e de perdas é feita a nossa história. Não há nada que se possa fazer a não ser carregar por um tempo um peso sufocante de impotência: eu escolhi que aquele fosse o último abraço. Agora é outra que se perde em ombros tão largos, tomara que ela não se perca tanto ao ponto de um dia não enxergar o quanto aquele abraço é o lado bom da vida. Da vida que te desemprega mesmo depois de tantas noites em claro e de tantos beirutes indigestos. Da vida que te abre uma porta que você jura ser a certa mas quando resolve entrar descobre duas crianças brincando na sala e uma mulher esperando no quarto. Da vida que te confunde tanto que você quer se afastar de tudo para entendê-la de fora. Da vida que te humilha tanto que você quer se ajoelhar numa igreja. Da vida que te emociona tanto que você não quer pensar. Da vida que te engana. Aquele abraço era o lado bom da vida, mas para valorizá-lo eu precisava viver. E que irônico: pra viver eu precisava perdê- lo. Se fosse uma comédia-romântica-americana, a gente se encontraria daqui a um tempo e eu diria a ele, que mesmo depois de ter conhecido homens que não gritavam quando eu acendia a luz do quarto, não amavam os amigos acima de, não espirravam de uma maneira a deixar um fio de meleca pendurado no nariz, não usavam cueca rosa, não cantavam tão mal e tampouco cismavam de imitar o Led Zeppelin, não tinham a mania de aumentar o rádio quando eu estava falando, não ligavam se eu confundisse italiano com espanhol e argentino, nomes de capitais, movimentos artísticos, datas de revoluções e nomes de queijo, era ele que eu amava, era ele que eu queria.

Tati Bernardi