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terça-feira, 2 de junho de 2009

A crise


Quando a vontade de sumir toma conta de tudo..

Deixar tudo pra trás, abrir mão, largar mesmo!


AHHHHHHHHH!


E porque falta a coragem? Cadê a força de vontade?

Se os pensamentos parassem por um segundo talvez fosse mais fácil.

Se tudo não ficasse rodando dentro da cabeça.. as ideias pulando uma por cima da outra.

Não há como decidir.

Na alma a sensação de estar fazendo tudo errado, de ter perdido o rumo, de estar perdido.

E de repente falta até o ar! Até parece que tudo vai mesmo acabar.

Mas aos poucos ele volta. Você consegue encontrar lá dentro algo que o faz querer viver.

Talvez seja até o único motivo, a única alegria entre tantas decepções.

E isso o faz respirar, cada vez mais calmo.. o faz conseguir organizar tudo aquilo revirado dentro da sua cabeça. Cada coisa em seu lugar.

Em alguns minutos é como se nada tivesse acontecido.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Boderline


Borderline é um transtorno de personalidade que traz sérias conseqüências para a pessoa, seus familiares e seus amigos próximos. O termo "fronteiriço" não se refere ao limite entre um estado normal e um psicótico. Ele se refere a uma instabilidade constante de humor.

Evolução:
-Geralmente começa a se manifestar no final da adolescência e início da vida adulta.
-Com o passar dos anos existe uma diminuição do número de internações hospitalares e de tentativas de suicídio.
-Parece piada de mau gosto, mas é uma realidade estatística: a cada tentativa de suicídio que a Borderline sobrevive, diminui a chance de uma nova tentativa.

A causa provável é uma mistura de:
-Vivências traumáticas (reais ou imaginadas) na infância, por exemplo abuso psicológico, sexual, negligência, terror psicológico ou físico, separação dos pais, orfandade.
-Vulnerabilidade individual.
-Stress ambiental que desencadeia o aparecimento do comportamento Borderline.

Fatores de bom prognóstico:
-Bons relacionamentos familiares, sociais, afetivos, profissionais.
-Participação em atividades comunitárias: igrejas, clubes, associações culturais, artísticas, etc.
-Baixa ou ausente freqüência de auto-agressão.
-Baixa ou ausente freqüência de tentativas de suicídio.
-Ser casada.
-Ter filhos.
-Não ser promíscua.

Risco aumentado para:
-Compras Compulsivas.
-Sexo de risco.
-Comer Compulsivo, Bulimia, Anorexia.
-Depressão.
-Distúrbios de Ansiedade.
-Abuso de substâncias.
-Transtorno Afetivo Bipolar.
-Outros Transtornos de Personalidade.
-Violência (não só sexual), abusos e abandono, por causa da impulsividade e da falta de crítica para escolher novos parceiros.

Sintomas:
-Medo de abandono: uma necessidade constante, agoniante de nunca se sentirem sozinhas, rejeitadas e sem apoio.
-Dificuldade de administrar emoções
-Impulsividade.
-Instabilidade de humor. As oscilações de humor do
DAB ou TAB - Distúrbio ou Transtorno Afetivo Bipolar duram semanas ou meses, mas as Borderline têm oscilações de minutos, horas, dias. Essas oscilações de humor incluem depressões, ataques de ansiedade, irritabilidade, ciúme patológico, hetero- e auto-agressividade. Uma paciente marca a consulta informando que está super deprimida, querendo morrer. No dia seguinte chega à consulta bem humorada, bem vestida, maquiada, vaidosa.
-Comportamento auto-destrutivo (se machucar, se cortar, se queimar). As portadoras de Borderline dizem que se machucam para satisfazer uma necessidade irresistível de sentir dor. Ou porque a dor no corpo "é melhor que a dor na alma".
-Tentativas de suicídio, mais freqüentemente as de impulso do que as planejadas.
-Mudanças de planos profissionais, de círculos de amizade.
-Problemas de auto-estima. Borderlines se sentem desvalorizadas, incompreendidas, vazias. Não tem uma visão muito objetiva de si mesmos.
-Muito impulsivas: idealizam pessoas recém conhecidas, se apaixonam e desapaixonam de maneira fulminante.
-Desenvolvem admiração e desencanto por alguém muito rapidamente.
-Alta sensibilidade a qualquer sensação de rejeição. Pequenas rejeições provocam grandes tempestades emocionais. Uma pequena viagem de negócios do namorado ou marido pode desencadear uma tempestade emocional completamente desproporcional (acusações de rejeição, de abandono, de não se preocupar com as necessidades dela, de egoísmo, etc.).
-A mistura de idealização por alguém e a extrema sensibilidade às pequenas rejeições que fazem parte de qualquer relacionamento são a receita ideal para relacionamentos conturbados e instáveis, para rompimentos e estabelecimento imediato de novos relacionamentos com as mesmas idealizações.
-Mais raramente, episódios psicóticos (se sentirem observadas, perseguidas, gozadas, comentadas).

Tratamento:
A integração de tratamentos medicamentosos mais psicoterápicos trouxe grandes progressos no tratamento do Transtorno Borderline.
Medicação:
O tratamento medicamentoso inclui Estabilizadores de Humor (mesmo que não se trate de DAB) pois eles ajudam a conter a impulsividade e as oscilações de humor.Antidepressivos e Tranqüilizantes não tem a mesma eficácia que teriam em casos de depressões ou ansiedades "puras" mas certamente tem sua utilidade em Borderline.
Embora a medicação seja muito importante, ela é ator coadjuvante. O ator principal no tratamento é a Psicoterapia.
Psicoterapia:
As mais úteis são as Analíticas (Junguiana e Freudiana). Não é uma terapia fácil. O que acontece "na vida real" acontece dentro do consultório: instabilidade, alternância de amor e ódio, idealização e desapontamento com o terapeuta, sedução, impulsividade, etc.

Menina de ontem



A menina de hoje olha com saudade para a menina de ontem.
Parecia bagunceira e organizada na medida certa. Parecia feliz todos os segundos do dia.
Tinha o jeito de criança mesmo, pulava quando estava alegre.
Autêntica como ninguém. Quando não gostava nada a fazia fingir o contrário.
Era dona do seu mundo e das suas vontades. Ninguém segurava...
Encontrava tempo para estudar, trabalhar, sair, ver os amigos e viajar no fim de semana.
Um mês sem praia a deixava deprimida.
Ela é passado agora, guardado na memória com muita nostalgia.
A menina de hoje é mais feliz! Um pouco menos autêntica, diga-se de passagem, mas muito mais feliz!
A menina de ontem fazia o que lhe desse na telha. Podia passar a tarde no shopping, ir estudar, sair para dançar e voltar no dia seguinte. Ela se divertiu! Ah como se divertiu!
Era curiosa, amiga, sincera ao extremo, soube aproveitar todos esses anos do passado.
Mas é passado. E a menina de hoje é completa, soube deixar passar tudo que já se passou.
Quem vive relembrando as coisas passadas não é feliz hoje.
E a menina de hoje é feliz! Ah como ela é feliz!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Transtorno Afetivo Bipolar


A alternância de estados depressivos com maníacos é a tônica dessa patologia.
Muitas vezes o diagnóstico correto só será feito depois de muitos anos. Uma
pessoa que tenha uma fase depressiva, receba o diagnóstico de depressão e dez
anos depois apresente um episódio maníaco tem na verdade o transtorno bipolar,
mas até que a mania surgisse não era possível conhecer diagnóstico verdadeiro. O
termo mania é popularmente entendido como tendência a fazer várias vezes a mesma
coisa. Mania em psiquiatria significa um estado exaltado de humor que será
descrito mais detalhadamente adiante.A depressão do transtorno bipolar é igual a
depressão recorrente que só se apresenta como depressão, mas uma pessoa
deprimida do transtorno bipolar não recebe o mesmo tratamento do paciente
bipolar.


O início desse transtorno geralmente se dá em torno dos 20 a 30 anos de idade, mas pode começar mesmo após os 70 anos. O início pode ser tanto pela fase depressiva como pela fase maníaca, iniciando gradualmente ao longo de semanas, meses ou abruptamente em poucos dias, já com sintomas psicóticos o que muitas vezes confunde com síndromes psicóticas. Além dos quadros depressivos e maníacos, há também os quadros mistos (sintomas depressivos simultâneos aos maníacos) o que muitas vezes confunde os médicos retardando o diagnóstico da fase em atividade.


Fase Maníaca


Tipicamente leva uma a duas semanas para começar e quando não tratado pode durar meses. O estado de humor está elevado podendo isso significar uma alegria contagiante ou uma irritação agressiva. Junto a essa elevação encontram-se alguns outros sintomas como elevação da auto-estima, sentimentos de grandiosidade podendo chegar a manifestação delirante de grandeza considerando-se uma pessoa especial, dotada de poderes e capacidades únicas como telepáticas por exemplo. Aumento da atividade motora apresentando grande vigor físico e apesar disso com uma diminuição da necessidade de sono. O paciente apresenta uma forte pressão para falar ininterruptamente, as idéias correm rapidamente a ponto de não concluir o que começou e ficar sempre emendando uma idéia não concluída em outra sucessivamente: a isto denominamos fuga-de-idéias.. O paciente apresenta uma elevação da percepção de estímulos externos levando-o a distrair-se constantemente com pequenos ou insignificantes acontecimentos alheios à conversa em andamento. Aumento do interesse e da atividade sexual. Perda da consciência a respeito de sua própria condição patológica, tornando-se uma pessoa socialmente inconveniente ou insuportável. Envolvimento em atividades potencialmente perigosas sem manifestar preocupação com isso. Podem surgir sintomas psicóticos típicos da esquizofrenia o que não significa uma mudança de diagnóstico, mas mostra um quadro mais grave quando isso acontece.


Fase depressiva


É de certa forma o oposto da fase maníaca, o humor está depressivo, a auto-estima em baixa com sentimentos de inferioridade, a capacidade física esta comprometida, pois a sensação de cansaço é constante. As idéias fluem com lentidão e dificuldade, a atenção é difícil de ser mantida e o interesse pelas coisas em geral é perdido bem como o prazer na realização daquilo que antes era agradável. Nessa fase o sono também está diminuído, mas ao contrário da fase maníaca, não é um sono que satisfaça ou descanse, uma vez que o paciente acorda indisposto. Quando não tratada a fase maníaca pode durar meses também.


Qual a causa da doença?


A causa propriamente dita é desconhecida, mas há fatores que influenciam ou que precipitem seu surgimento como parentes que apresentem esse problema, traumas, incidentes ou acontecimentos fortes como mudanças, troca de emprego, fim de casamento, morte de pessoa querida.Em aproximadamente 80 a 90% dos casos os pacientes apresentam algum parente na família com transtorno bipolar.


Como se trata?


O lítio é a medicação de primeira escolha, mas não é necessariamente a melhor para todos os casos. Freqüentemente é necessário acrescentar os anticonvulsivantes como o tegretol, o trileptal, o depakene, o depakote, o topamax.Nas fases mais intensas de mania pode se usar de forma temporária os antipsicóticos. Quando há sintomas psicóticos é quase obrigatório o uso de antipsicóticos. Nas depressões resistentes pode-se usar com muita cautela antidepressivos. Há pesquisadores que condenam o uso de antidepressivo para qualquer circunstância nos pacientes bipolares em fase depressiva, por causa do risco da chamada "virada maníaca", que consiste na passagem da depressão diretamente para a exaltação num curto espaço de tempo.O tratamento com lítio ou algum anticonvulsivante deve ser definitivo, ou seja, está recomendado o uso permanente dessas medicações mesmo quando o paciente está completamente saudável, mesmo depois de anos sem ter problemas. Esta indicação se baseia no fato de que tanto o lítio como os anticonvulsivantes podem prevenir uma fase maníaca poupando assim o paciente de maiores problemas. Infelizmente o uso contínuo não garante ao paciente que ele não terá recaídas, apenas diminui as chances disso acontecer.



Não sou feliz, mas tenho marido

É uma peça em que Zezé Polessa dá vida a Viviana, uma mulher casada há 27 anos, que finalmente consegue realizar um grande sonho: lançar o seu livro "Não Sou Feliz, Mas Tenho Marido" --título que dá nome à peça. Durante uma coletiva de imprensa, fustigada pelas perguntas dos jornalistas, ela fala do seu casamento.

video
(Teatro Procópio Ferreira)

Porque será que tantas mulheres se sujeitam a ficar com um homem que não amam? A permanecer em um casamento que não as faz feliz?
Qual será o problema em se libertar, começar de novo, procurar a felicidade?
O começar de novo parece cansativo demais. Você vai ter que sair de casa, ir para aqueles bares onde “jovens solteiros” se olham, se procuram, se experimentam.
Ou então, provavelmente, você vai passar dias em casa na frente do computador, conhecendo vários “Deuses Gregos”, “Bonitões de 40”, “Solteiros à procura”...
Ah, no fim vai dar muito trabalho, é arriscado!
Talvez a felicidade pareça mais uma ilusão. Talvez a gente acredite que vai ser igual com qualquer outro... Que a fase do amor já passou mesmo.
Mas às vezes a mulher já esta sozinha. Já vive sua vida sem a participação do marido.
Não compartilham idéias, preocupações, alegrias. Muitas vezes nem mesmo a cama.
Ela não sabe onde ele está, pra onde ele vai. Ele nem se lembra do dia em que se conheceram.
E eles ainda têm filhos em comum!
Os filhos! Que culpa têm os filhos? Pra onde vão os filhos? Com quem?
Ah.. É melhor esperar que eles cresçam um pouco. Mudanças agora não vão ser boas para o ritmo escolar.
Ela abdica da sua vida em função da família, das aparências. E assim vai ficando cada vez mais dependente do outro, e cada vez mais sozinha.



quarta-feira, 20 de maio de 2009

Como eu vejo o mundo hoje?


Vejo um mundo de incertezas, de distanciamento e medo.

Um mundo onde ninguém sabe exatamente onde vai estar daqui algumas horas, onde ninguém conhece ninguém, ninguém se aproxima, ninguém faz questão de empatia nenhuma.

Todos têm medo da pessoa ao lado.

Provavelmente essa pessoa que está se aproximando de você na rua, de noite, sozinha, vai te assaltar. Talvez até mais que isso.

Provavelmente seu casamento não vai durar até que a morte os separe.. talvez daqui uns 6 semes ele já não faça mais parte da sua vida.

Quantos amigos você tem de verdade? Quantas pessoas você conhece de verdade? E quantas pessoas TE CONHECEM profundamente?

Quantos? QUANTOS são os seus amigos?
Eu vejo o mundo com medo.. eu tenho medo do mundo que vou deixar para o meu filho...