terça-feira, 30 de novembro de 2010

Um belo dia você vai olhar para o lado e eu não estarei mais ali. Simples assim. Terei ido embora sem aviso, sem recomendação, sem despedidas. Vai sobrar o cheiro, o riso, a voz, as lembranças do que poderia ter sido e não foi. Mas eu mesma, de carne, osso e pensamento.. não mais.
Um belo dia tudo estará mudado e depois de algum tempo você não mais pensará em mim. Não com a mesma frequência. De vez em quando, em alguma data específica talvez. Você vai olhar o calendário, olhar aquela data tentando descobrir o que ela te lembra e depois de algum esforço você vai se lembrar de mim. Vai durar alguns segundos, você vai sentir uma leve dor de saudade no fundo do peito, respirar fundo e continuar o seu dia, sem mais delongas.
Nada dura pra sempre, e é bom que você já saiba disso agora, enquanto ainda estou por perto. Pra quando eu me for você tenha o consolo de que já sabia. De que de um modo ou de outro você já esperava por aquilo. Esperava pelo fim. Porque tudo acaba. Tudo um dia chega ao seu final. A gente querendo ou não. a

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Ocorreram muitas mudanças nas últimas semanas


Eu joguei muitas coisas fora. Deixei muitos medos, anseios, resistências, apegos, necessidades, dependência, sonhos.. tudo isso nesses último tempos.

Mas não foi sobre elas que vim escrever hoje.
Muitas coisas mudaram na vida. Em um tempo curto de vida.


Queria escrever sobre as coisas novas!
A nova vontade de fazer novas coisas.. a nova força que emerge de mim todos os dias quando acordo.
Aprendi o tal "somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes" que Drummond tentava insistentemente colocar em minha cabeça.
Um amor novo!
E uns amores velhos se renovando todos os dias.
Amor daqueles de nao querer largar.. não deixar passar. Querer pra sempre. Daqueles de adolescente.
Uns sonhos novos. Pra ficar no lugar dos antigos jogados fora.
Sonhos de ficar horas ali.. arrumando, replanejando, organizando..
Sonhos pra dar certo! Pra sempre!
.
Ocorreram muitas mudanças nas últimas semanas. QUE BOM!
=]

terça-feira, 26 de outubro de 2010


"Vem cá me deixa te tocar

Dormir à luz do teu olhar

E te falar dos meus sentimentos

Deixa o ciúme pra depois

O amor tem planos pra nós dois

Você mudou meus pensamentos..


Nosso amor é tão lindo

e eu só penso em você.."

segunda-feira, 27 de setembro de 2010


"O amor é, sem dúvida, a experiência mais importante na vida de um ser humano."

E não há nada que transmita maior amor do que olhar um filho dormindo, ou ter um filho nos meio dos braços, bem apertado.
Ou então amamentar o filho faminto, sabendo que ali naquele segundo você é a fonte de vida pra ele, a maior satisfação.
Ou até mesmo ver as artes e as palavras que ele aprendeu enquanto você esteve longe, e dar um abraço de saudade que parece não acabar mais.
E também se molhar toda dando banho em uma criança que não pára um minuto, e joga água por todos os lados.
E depois tomar uma mordidinha no rosto, ao pedir um beijo.
E como não sentir um imenso amor ao perceber que mesmo parecendo ainda um bebê, ele cresceu!! E tem personalidade, mil vontades. Tem um pouco do seu jeito, outro pouco do jeito da avó.. mas ele todo é uma pessoa!! Independente de você nos desejos e ideias, nos gostos..
E que ENORME amor irradia quando percebemos que, ao se sentir ameaçado, o filho logo nos procura com os olhos. E quando acha, rápido se encolhe no colo, ou entre suas pernas, se sentido seguro ali.
E quando vem ansioso da escola pra contar as novas aventuras e experiências.
E quando fala que tem saudade pelo telefone..
E quando acorda dizendo "bom dia mamãe, te amo!"..
E quando quer carinho..
E quando chama a atenção..
E quando vem com aquelas mãozinhas e bracinhos pequenos querendo um abraço..
E quando sorri..

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O vento

Voe por todo o mar e volte aqui

Voe por todo o mar e volte aqui

Pro meu peito...


Se você for, vou te esperar

Com o pensamento que só fica em você


Aquele dia, um algo mais

Algo que eu não poderia prever..


Você passou perto de mim

Sem que eu pudesse entender

Levou os meus sentidos todos pra você


Mudou a minha vida e mais

Pedi ao vento pra trazer você pra aqui

Morando nos meus sonhos e na minha memória

Pedi ao vento pra trazer você pra mim..


Vento traz, você de novo..

O vento faz.. do meu mundo um NOVO!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

permaneço sem amor, sem luz, sem ar..

Quando o mundo parece girar sem você. E você pensa estar caindo naquela imensidão.

.. e os sentidos não fazem sentido. E a noção se perde.

Os olhos não vêem mais a mesma direção, a visão é embaçada, desfocada.

.. sufoca, desespera, entristece..

Mais uma crise no meio de tantas outras. Onde o natural é assim: estranho. É normal surtar de vez em quando.

Você pode tentar respirar o tempo que for. O ar nunca é suficiente.


Até quando?

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Ecstasy pode contribuir com tratamento de TEPT

É o que diz o estudo americano publicado na revista científica Journal Psychopharmacology, com 20 pacientes diagnosticados com TEPT, dentre os quais, 12 receberam ecstasy e 8, placebo.
Cada paciente foi submetido a 12 sessões de psicoterapia com um intervalo de algumas semanas entre uma e outra. Cada sessão tinha a duração de 8 horas.
Passados 2 meses, 10 pacientes do grupo que tomou ecstasy (mais de 80%) apresentaram melhoras o quadro do TEPT. Entre os que tomaram placebo, apenas 2 (25% destes) tiveram resultados positivos.
Todos os participantes da pesquisa tinha o diagnóstico de Transtorno de Estresse Pós-Traumático e já se submeteram sem sucesso a outros métodos de tratamento tradicionais, antes. Aqueles com histórico de psicose ou qualquer tipo de vício foram excluídos da amostra.
De acordo com os pesquisadores, não houveram efeitos adversos decorrentes do uso da droga durante o estudo. Conforme adverte o especialista britânico Simon Wessely, entretanto, a amostra é muito pequena para que se possa tirar uma conclusão definitiva; e portanto, é preciso cuidado.
O estudo foi financiado por uma organização sem fins lucrativos que defende o uso de entorpecentes em tratamentos médicos.

fonte: www.redepsi.com.br

A gente se perdeu



E onde tudo se perdeu?

Em que momento o amor acabou? Em que lugar você errou?

Quando que eu desisti?

Pra onde foram os sonhos criados por nós? Será que um dia você sonhou?

Será que houve mesmo amor?

Em que instante tudo acabou? Qual foi o motivo?

O que restou dessa paixão?

Quando eu parei de sofrer? Quando eu esqueci esse amor?


Foi tudo um erro, mas não parecia..


Será que ainda existe perdão?

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Saudade..


Saudade é melhor que caminhar no vazio..

Mas onde guardá-la? Saudade sempre pesa de algum lado..

Nunca se consegue ficar totalmente em paz, sempre tem uma saudadezinha incomodando em algum bolso ou gaveta.

Há a saudade que faz sofrer. Dias e dias de lamentações, pois o amado partiu, mas o amor não.

Mas também há a saudade de recordação. Só a lembrança dos bons momentos, sem mágoa nem dor.

Saudade é um bicho traíra. Ás vezes se pensa que já foi pra sempre.

Mas num domingo de chuva, ao acordar pela manhã.. lá se nota ela, enroscada no seu cobertor.

Saudade combina com dias chuvosos.

Bom mesmo seria esquecer. Hoje e pra sempre. Sem saudade, sem mágoa. Mas também sem boas recordações, pra não dar a ela chance de reaparecer..

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Psicologia Social


A psicologia social aborda as relações de um grupo social, portanto se encontra na fronteira entre a psicologia e a sociologia. Ela busca compreender como o homem se comporta em suas interações sociais. Porém, a psicologia social e a sociologia partem de ângulos teóricos diversos. Enquanto a psicologia destaca o aspecto individual, a sociologia se atém à esfera social.

O que a psicologia social faz é revelar os graus de conexão existentes entre o ser e a sociedade à qual ele pertence, desconstruindo a imagem de um indivíduo oposto ao grupo social.

Um conceito básico dessa disciplina é que as pessoas, por mais diversificadas que sejam, apresentam socialmente um comportamento distinto do que expressariam se estivessem isoladas, pois imersas na massa elas se encontram imbuídas de uma mente coletiva.

É esse fator que as leva a agir de forma diferente da que assumiriam individualmente.

A psicologia social também estuda o condicionamento - processo pelo qual uma resposta é provocada por um estímulo, um objeto ou um contexto, distinta da réplica original - que os mecanismos mentais conferem à esfera social humana, enquanto por sua vez a vivência em sociedade igualmente interfere nos padrões de pensamento do homem. Esse ramo da psicologia pesquisa, assim, as relações sociais, a dependência recíproca entre as pessoas e o encontro social.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Medo de me apaixonar


Eu tinha medo de me apaixonar. Medo de sofrer o que não estava acostumada. De me conhecer e esquecer outra vez. De ser verdadeira ao extremo e ficar desprotegida. Medo de perder a vontade de trabalhar, de aguardar que alguma coisa mude de repente, de alterar o trajeto para apressar encontros.
Tinha medo de o telefone tocar. Medo ele não tocar. Medo de inventar desculpa pra correr e me ver livre do medo. De me sentir observada em excesso. Medo de descobrir que a nudez ainda é pouca perto de um olhar insistente que enxerga através da pele.
Eu tinha medo de ser engolida, beijada, tragada como se fosse leve.
Medo de me apaixonar por mim mesma logo agora que tinha desistido desse lado da vida.
Medo de ser a última a vir pra mesa, a última a voltar da rua, a última a chorar.
De não prever o que pode sumir, desaparecer.
Medo de me roubar pra dar a ele, de ser roubada e pedir de volta. Medo de que ele fosse um canalha, de que fosse um poeta, que fosse amoroso, um pilantra... Incerta do que realmente queria. Talvez quisesse todos em um único homem. Todos um pouco por dia.
Medo do imprevisível que era esperado. Medo de que ele mordesse meus lábios.
Medo do lado mais fraco do corpo. Do corpo mais lado da fraqueza.
De que ele fosse o homem certo na hora errada, a hora certa para o homem errado.
Medo de me ultrapassar e me esperar por anos até que, eu antes disso, e eu depois disso pudéssemos nos coincidir novamente.
Medo de largar o tédio. De que ele inspirasse a violência da posse, do egoísmo. Que eu não quisesse repartir ele com ninguém, nem com o passado.
Eu tinha medo de não querer me repartir com mais ninguém além dele. Medo de que ele fosse melhor do que as minhas respostas, pior do que as minhas dúvidas.
Medo de que ele não fosse vulgar para escorraçar, mas deliciosamente rude para chamar.
Que ele se virasse pra não dormir, que acordasse ao escutar a minha voz.
Medo de ser sugada, soprada, recolhida como se fosse paz.
Eu tinha medo de ser destruída, aniquilada, devastada... E não reclamar da beleza das ruínas!

O resgate e o recomeço

Pegar de volta esse blog significa resgatar alguns dos sentimentos perdidos há tempos.. e significa também um recomeço LINDO na minha vida!

O medo de recomeçar, de fazer tudo aquilo de novo, foi embora..


Que coisas boas venham! Mais.. e coisas boas!!

terça-feira, 2 de junho de 2009

A crise


Quando a vontade de sumir toma conta de tudo..

Deixar tudo pra trás, abrir mão, largar mesmo!


AHHHHHHHHH!


E porque falta a coragem? Cadê a força de vontade?

Se os pensamentos parassem por um segundo talvez fosse mais fácil.

Se tudo não ficasse rodando dentro da cabeça.. as ideias pulando uma por cima da outra.

Não há como decidir.

Na alma a sensação de estar fazendo tudo errado, de ter perdido o rumo, de estar perdido.

E de repente falta até o ar! Até parece que tudo vai mesmo acabar.

Mas aos poucos ele volta. Você consegue encontrar lá dentro algo que o faz querer viver.

Talvez seja até o único motivo, a única alegria entre tantas decepções.

E isso o faz respirar, cada vez mais calmo.. o faz conseguir organizar tudo aquilo revirado dentro da sua cabeça. Cada coisa em seu lugar.

Em alguns minutos é como se nada tivesse acontecido.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Boderline


Borderline é um transtorno de personalidade que traz sérias conseqüências para a pessoa, seus familiares e seus amigos próximos. O termo "fronteiriço" não se refere ao limite entre um estado normal e um psicótico. Ele se refere a uma instabilidade constante de humor.

Evolução:
-Geralmente começa a se manifestar no final da adolescência e início da vida adulta.
-Com o passar dos anos existe uma diminuição do número de internações hospitalares e de tentativas de suicídio.
-Parece piada de mau gosto, mas é uma realidade estatística: a cada tentativa de suicídio que a Borderline sobrevive, diminui a chance de uma nova tentativa.

A causa provável é uma mistura de:
-Vivências traumáticas (reais ou imaginadas) na infância, por exemplo abuso psicológico, sexual, negligência, terror psicológico ou físico, separação dos pais, orfandade.
-Vulnerabilidade individual.
-Stress ambiental que desencadeia o aparecimento do comportamento Borderline.

Fatores de bom prognóstico:
-Bons relacionamentos familiares, sociais, afetivos, profissionais.
-Participação em atividades comunitárias: igrejas, clubes, associações culturais, artísticas, etc.
-Baixa ou ausente freqüência de auto-agressão.
-Baixa ou ausente freqüência de tentativas de suicídio.
-Ser casada.
-Ter filhos.
-Não ser promíscua.

Risco aumentado para:
-Compras Compulsivas.
-Sexo de risco.
-Comer Compulsivo, Bulimia, Anorexia.
-Depressão.
-Distúrbios de Ansiedade.
-Abuso de substâncias.
-Transtorno Afetivo Bipolar.
-Outros Transtornos de Personalidade.
-Violência (não só sexual), abusos e abandono, por causa da impulsividade e da falta de crítica para escolher novos parceiros.

Sintomas:
-Medo de abandono: uma necessidade constante, agoniante de nunca se sentirem sozinhas, rejeitadas e sem apoio.
-Dificuldade de administrar emoções
-Impulsividade.
-Instabilidade de humor. As oscilações de humor do
DAB ou TAB - Distúrbio ou Transtorno Afetivo Bipolar duram semanas ou meses, mas as Borderline têm oscilações de minutos, horas, dias. Essas oscilações de humor incluem depressões, ataques de ansiedade, irritabilidade, ciúme patológico, hetero- e auto-agressividade. Uma paciente marca a consulta informando que está super deprimida, querendo morrer. No dia seguinte chega à consulta bem humorada, bem vestida, maquiada, vaidosa.
-Comportamento auto-destrutivo (se machucar, se cortar, se queimar). As portadoras de Borderline dizem que se machucam para satisfazer uma necessidade irresistível de sentir dor. Ou porque a dor no corpo "é melhor que a dor na alma".
-Tentativas de suicídio, mais freqüentemente as de impulso do que as planejadas.
-Mudanças de planos profissionais, de círculos de amizade.
-Problemas de auto-estima. Borderlines se sentem desvalorizadas, incompreendidas, vazias. Não tem uma visão muito objetiva de si mesmos.
-Muito impulsivas: idealizam pessoas recém conhecidas, se apaixonam e desapaixonam de maneira fulminante.
-Desenvolvem admiração e desencanto por alguém muito rapidamente.
-Alta sensibilidade a qualquer sensação de rejeição. Pequenas rejeições provocam grandes tempestades emocionais. Uma pequena viagem de negócios do namorado ou marido pode desencadear uma tempestade emocional completamente desproporcional (acusações de rejeição, de abandono, de não se preocupar com as necessidades dela, de egoísmo, etc.).
-A mistura de idealização por alguém e a extrema sensibilidade às pequenas rejeições que fazem parte de qualquer relacionamento são a receita ideal para relacionamentos conturbados e instáveis, para rompimentos e estabelecimento imediato de novos relacionamentos com as mesmas idealizações.
-Mais raramente, episódios psicóticos (se sentirem observadas, perseguidas, gozadas, comentadas).

Tratamento:
A integração de tratamentos medicamentosos mais psicoterápicos trouxe grandes progressos no tratamento do Transtorno Borderline.
Medicação:
O tratamento medicamentoso inclui Estabilizadores de Humor (mesmo que não se trate de DAB) pois eles ajudam a conter a impulsividade e as oscilações de humor.Antidepressivos e Tranqüilizantes não tem a mesma eficácia que teriam em casos de depressões ou ansiedades "puras" mas certamente tem sua utilidade em Borderline.
Embora a medicação seja muito importante, ela é ator coadjuvante. O ator principal no tratamento é a Psicoterapia.
Psicoterapia:
As mais úteis são as Analíticas (Junguiana e Freudiana). Não é uma terapia fácil. O que acontece "na vida real" acontece dentro do consultório: instabilidade, alternância de amor e ódio, idealização e desapontamento com o terapeuta, sedução, impulsividade, etc.

Menina de ontem



A menina de hoje olha com saudade para a menina de ontem.
Parecia bagunceira e organizada na medida certa. Parecia feliz todos os segundos do dia.
Tinha o jeito de criança mesmo, pulava quando estava alegre.
Autêntica como ninguém. Quando não gostava nada a fazia fingir o contrário.
Era dona do seu mundo e das suas vontades. Ninguém segurava...
Encontrava tempo para estudar, trabalhar, sair, ver os amigos e viajar no fim de semana.
Um mês sem praia a deixava deprimida.
Ela é passado agora, guardado na memória com muita nostalgia.
A menina de hoje é mais feliz! Um pouco menos autêntica, diga-se de passagem, mas muito mais feliz!
A menina de ontem fazia o que lhe desse na telha. Podia passar a tarde no shopping, ir estudar, sair para dançar e voltar no dia seguinte. Ela se divertiu! Ah como se divertiu!
Era curiosa, amiga, sincera ao extremo, soube aproveitar todos esses anos do passado.
Mas é passado. E a menina de hoje é completa, soube deixar passar tudo que já se passou.
Quem vive relembrando as coisas passadas não é feliz hoje.
E a menina de hoje é feliz! Ah como ela é feliz!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Transtorno Afetivo Bipolar


A alternância de estados depressivos com maníacos é a tônica dessa patologia.
Muitas vezes o diagnóstico correto só será feito depois de muitos anos. Uma
pessoa que tenha uma fase depressiva, receba o diagnóstico de depressão e dez
anos depois apresente um episódio maníaco tem na verdade o transtorno bipolar,
mas até que a mania surgisse não era possível conhecer diagnóstico verdadeiro. O
termo mania é popularmente entendido como tendência a fazer várias vezes a mesma
coisa. Mania em psiquiatria significa um estado exaltado de humor que será
descrito mais detalhadamente adiante.A depressão do transtorno bipolar é igual a
depressão recorrente que só se apresenta como depressão, mas uma pessoa
deprimida do transtorno bipolar não recebe o mesmo tratamento do paciente
bipolar.


O início desse transtorno geralmente se dá em torno dos 20 a 30 anos de idade, mas pode começar mesmo após os 70 anos. O início pode ser tanto pela fase depressiva como pela fase maníaca, iniciando gradualmente ao longo de semanas, meses ou abruptamente em poucos dias, já com sintomas psicóticos o que muitas vezes confunde com síndromes psicóticas. Além dos quadros depressivos e maníacos, há também os quadros mistos (sintomas depressivos simultâneos aos maníacos) o que muitas vezes confunde os médicos retardando o diagnóstico da fase em atividade.


Fase Maníaca


Tipicamente leva uma a duas semanas para começar e quando não tratado pode durar meses. O estado de humor está elevado podendo isso significar uma alegria contagiante ou uma irritação agressiva. Junto a essa elevação encontram-se alguns outros sintomas como elevação da auto-estima, sentimentos de grandiosidade podendo chegar a manifestação delirante de grandeza considerando-se uma pessoa especial, dotada de poderes e capacidades únicas como telepáticas por exemplo. Aumento da atividade motora apresentando grande vigor físico e apesar disso com uma diminuição da necessidade de sono. O paciente apresenta uma forte pressão para falar ininterruptamente, as idéias correm rapidamente a ponto de não concluir o que começou e ficar sempre emendando uma idéia não concluída em outra sucessivamente: a isto denominamos fuga-de-idéias.. O paciente apresenta uma elevação da percepção de estímulos externos levando-o a distrair-se constantemente com pequenos ou insignificantes acontecimentos alheios à conversa em andamento. Aumento do interesse e da atividade sexual. Perda da consciência a respeito de sua própria condição patológica, tornando-se uma pessoa socialmente inconveniente ou insuportável. Envolvimento em atividades potencialmente perigosas sem manifestar preocupação com isso. Podem surgir sintomas psicóticos típicos da esquizofrenia o que não significa uma mudança de diagnóstico, mas mostra um quadro mais grave quando isso acontece.


Fase depressiva


É de certa forma o oposto da fase maníaca, o humor está depressivo, a auto-estima em baixa com sentimentos de inferioridade, a capacidade física esta comprometida, pois a sensação de cansaço é constante. As idéias fluem com lentidão e dificuldade, a atenção é difícil de ser mantida e o interesse pelas coisas em geral é perdido bem como o prazer na realização daquilo que antes era agradável. Nessa fase o sono também está diminuído, mas ao contrário da fase maníaca, não é um sono que satisfaça ou descanse, uma vez que o paciente acorda indisposto. Quando não tratada a fase maníaca pode durar meses também.


Qual a causa da doença?


A causa propriamente dita é desconhecida, mas há fatores que influenciam ou que precipitem seu surgimento como parentes que apresentem esse problema, traumas, incidentes ou acontecimentos fortes como mudanças, troca de emprego, fim de casamento, morte de pessoa querida.Em aproximadamente 80 a 90% dos casos os pacientes apresentam algum parente na família com transtorno bipolar.


Como se trata?


O lítio é a medicação de primeira escolha, mas não é necessariamente a melhor para todos os casos. Freqüentemente é necessário acrescentar os anticonvulsivantes como o tegretol, o trileptal, o depakene, o depakote, o topamax.Nas fases mais intensas de mania pode se usar de forma temporária os antipsicóticos. Quando há sintomas psicóticos é quase obrigatório o uso de antipsicóticos. Nas depressões resistentes pode-se usar com muita cautela antidepressivos. Há pesquisadores que condenam o uso de antidepressivo para qualquer circunstância nos pacientes bipolares em fase depressiva, por causa do risco da chamada "virada maníaca", que consiste na passagem da depressão diretamente para a exaltação num curto espaço de tempo.O tratamento com lítio ou algum anticonvulsivante deve ser definitivo, ou seja, está recomendado o uso permanente dessas medicações mesmo quando o paciente está completamente saudável, mesmo depois de anos sem ter problemas. Esta indicação se baseia no fato de que tanto o lítio como os anticonvulsivantes podem prevenir uma fase maníaca poupando assim o paciente de maiores problemas. Infelizmente o uso contínuo não garante ao paciente que ele não terá recaídas, apenas diminui as chances disso acontecer.



Não sou feliz, mas tenho marido

É uma peça em que Zezé Polessa dá vida a Viviana, uma mulher casada há 27 anos, que finalmente consegue realizar um grande sonho: lançar o seu livro "Não Sou Feliz, Mas Tenho Marido" --título que dá nome à peça. Durante uma coletiva de imprensa, fustigada pelas perguntas dos jornalistas, ela fala do seu casamento.


(Teatro Procópio Ferreira)

Porque será que tantas mulheres se sujeitam a ficar com um homem que não amam? A permanecer em um casamento que não as faz feliz?
Qual será o problema em se libertar, começar de novo, procurar a felicidade?
O começar de novo parece cansativo demais. Você vai ter que sair de casa, ir para aqueles bares onde “jovens solteiros” se olham, se procuram, se experimentam.
Ou então, provavelmente, você vai passar dias em casa na frente do computador, conhecendo vários “Deuses Gregos”, “Bonitões de 40”, “Solteiros à procura”...
Ah, no fim vai dar muito trabalho, é arriscado!
Talvez a felicidade pareça mais uma ilusão. Talvez a gente acredite que vai ser igual com qualquer outro... Que a fase do amor já passou mesmo.
Mas às vezes a mulher já esta sozinha. Já vive sua vida sem a participação do marido.
Não compartilham idéias, preocupações, alegrias. Muitas vezes nem mesmo a cama.
Ela não sabe onde ele está, pra onde ele vai. Ele nem se lembra do dia em que se conheceram.
E eles ainda têm filhos em comum!
Os filhos! Que culpa têm os filhos? Pra onde vão os filhos? Com quem?
Ah.. É melhor esperar que eles cresçam um pouco. Mudanças agora não vão ser boas para o ritmo escolar.
Ela abdica da sua vida em função da família, das aparências. E assim vai ficando cada vez mais dependente do outro, e cada vez mais sozinha.



quarta-feira, 20 de maio de 2009

Como eu vejo o mundo hoje?


Vejo um mundo de incertezas, de distanciamento e medo.

Um mundo onde ninguém sabe exatamente onde vai estar daqui algumas horas, onde ninguém conhece ninguém, ninguém se aproxima, ninguém faz questão de empatia nenhuma.

Todos têm medo da pessoa ao lado.

Provavelmente essa pessoa que está se aproximando de você na rua, de noite, sozinha, vai te assaltar. Talvez até mais que isso.

Provavelmente seu casamento não vai durar até que a morte os separe.. talvez daqui uns 6 semes ele já não faça mais parte da sua vida.

Quantos amigos você tem de verdade? Quantas pessoas você conhece de verdade? E quantas pessoas TE CONHECEM profundamente?

Quantos? QUANTOS são os seus amigos?
Eu vejo o mundo com medo.. eu tenho medo do mundo que vou deixar para o meu filho...