sexta-feira, 2 de março de 2012

Sabe aquele passado que você não quer deixar pra trás?

Ciúme não é ex. Saudade não é ex, tampouco amor. Mas a vida da qual abrimos mão por um sonho (ou por um erro) é passado. E de escolhas e de perdas é feita a nossa história. Não há nada que se possa fazer a não ser carregar por um tempo um peso sufocante de impotência: eu escolhi que aquele fosse o último abraço. Agora é outra que se perde em ombros tão largos, tomara que ela não se perca tanto ao ponto de um dia não enxergar o quanto aquele abraço é o lado bom da vida. Da vida que te desemprega mesmo depois de tantas noites em claro e de tantos beirutes indigestos. Da vida que te abre uma porta que você jura ser a certa mas quando resolve entrar descobre duas crianças brincando na sala e uma mulher esperando no quarto. Da vida que te confunde tanto que você quer se afastar de tudo para entendê-la de fora. Da vida que te humilha tanto que você quer se ajoelhar numa igreja. Da vida que te emociona tanto que você não quer pensar. Da vida que te engana. Aquele abraço era o lado bom da vida, mas para valorizá-lo eu precisava viver. E que irônico: pra viver eu precisava perdê- lo. Se fosse uma comédia-romântica-americana, a gente se encontraria daqui a um tempo e eu diria a ele, que mesmo depois de ter conhecido homens que não gritavam quando eu acendia a luz do quarto, não amavam os amigos acima de, não espirravam de uma maneira a deixar um fio de meleca pendurado no nariz, não usavam cueca rosa, não cantavam tão mal e tampouco cismavam de imitar o Led Zeppelin, não tinham a mania de aumentar o rádio quando eu estava falando, não ligavam se eu confundisse italiano com espanhol e argentino, nomes de capitais, movimentos artísticos, datas de revoluções e nomes de queijo, era ele que eu amava, era ele que eu queria.

Tati Bernardi

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Mulher que lê!

(Para uma leve descontraída)

Um casal sai de férias para um hotel-fazenda...

O homem gosta de pescar e a mulher gosta de ler.
Numa manhã, o marido volta de horas pescando e resolve
tirar uma soneca.
Apesar de não conhecer bem o lago, a mulher decide pegar
o barco do marido e ler seu livro.
Ela navega um pouco, ancora e continua lendo...

Chega um tenente da guarda ambiental do parque em seu
barco, para ao lado da mulher e fala:

- Bom dia madame. O que está fazendo?

- Lendo um livro, responde. (Pensando: será que não é óbvio?)

- A senhora está em uma área restrita em que a pesca é
proibida, informa.

- Sinto muito tenente, mas não estou pescando, estou lendo.

- Sim, mas, a senhora tem todo o equipamento de pesca. Pelo que sei a
senhora pode começar a qualquer momento. Se não sair daí
imediatamente terei de multá-la e processá-la.


- Se o senhor fizer isso terei que acusá-lo de assédio sexual.

- Mas eu nem sequer a toquei! diz o tenente da guarda ambiental.

- É verdade, mas o senhor tem todo o equipamento. Pelo que
sei, pode começar a qualquer momento!

- Tenha um bom dia madame - diz ele e vai embora.

Moral da história:

Nunca discuta com uma mulher
que lê, pois certamente, ela pensa!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Os males do século

"Digam o que disserem, o mal do século é a solidão."

É?

Absurda é a quantidade de pessoas hoje em dia, digo pelas próximas a mim, que sofrem com a ansiedade, a depressão, o pânico, a falta de ânimo, as eternas somatizações, o stress.
Não é fácil de acreditar que de uma geração pra outra todas essas questões se tornaram praticamente um surto de falta de saúde mental, de NÃO bem estar, de ZERO qualidade de vida.
Que sociedade é essa? Que sociedade SERÁ essa?
Almoçar em 1h, todos os dias. Sem tempo pro café. 4h diárias de trânsito. Barulho, buzina, telefone tocando.
Céus, mas não é ÓBVIO que o ser humano não vai suportar? Ninguém foi feito pra suportar isso.
Todo o mundo surtando, desabando em hospitais, se enchendo de medicação pra segurar o que não deveria ser segurado..
E milhares de lançamentos daqueles "Guia para conciliar família e trabalho", "Viva mais, trabalhe menos", "Organizando o dia-a-dia".
Precisamos aprender que temos apenas 24h por dia. Que temos 30 dias no mês. FELIZMENTE!
Que não é possível conciliar tudo o que precisamos/desejamos fazer em poucas horas espremidas. A vida tem que ser vivida.
As pessoas tem esquecido de respirar.
Existe tratamento para a maioria dos males, graças a Deus!! EXISTE DEUS!
E apesar da medicação, ALÉM da medicação... é preciso consciência do mundo, do corpo, conhecimento da vida.
Parar para respirar e entender o que somos. Trabalhar pra isso, aquele velho auto-conhecimento batido, mas que é tão essencial.
Depressão mata; Bullying mata. E eles estão aí, na nossa sociedade, dentro da nossa família.
Nada disso é brincadeira.
Países ricos tem maior índice de depressão.
Sério? Porque será?
E nós, nessa terra tropical abençoada por Deus, somos o país em desenvolvimento com mais pessoas afetadas por esse mal.
Povo, não estamos aqui pra isso. Não nascemos com esse propósito.
É necessário entender. Aprender, compreender...
Sorrir, DORMIR, viver, amar, compartilhar, desabafar, respirar... AR!

“E ficamos nesse de vai não volta, nessa indecisão de uma certeza, de uma negação de uma vontade. Eu te amo e você me ama, mas o nosso amor não é o suficiente para nos unir. Precisamos de algo que ainda não temos, e talvez nunca venhamos a ter. Preciso ser minha antes de ser sua, e você precisa ser seu antes de ser meu. Mas você é da menina que mora na rua atrás da sua casa, e eu sou do cara que conheci em uma balada qualquer da vida. Somos tão diferentes, mas tão completos quando estamos um ao lado do outro. Poderíamos ser tão felizes, poderíamos ser tão amor.”

Tati Bernardi



quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Aquela saudade

“Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é a saudade. Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Doem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã. Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber. Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio. Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia. Não saber se ela ainda usa aquela saia. Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada, se ele tem assistido as aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua preferindo Malzebier, se ela continua preferindo suco, se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados, se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor, se ele continua cantando tão bem, se ela continua detestando o McDonald's, se ele continua amando, se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer. É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso... É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer.

(Martha Medeiros) ?

Música que exprime sentimentos muito comuns, muito difíceis de ser explicados, identificados. Quando parece que estamos vivendo novamente o mesmo martírio.
Quando deixamos de nos reconhecer, de perceber nossas atitudes, deixamos de SER.
E parece que apenas existimos, sem SERMOS notados no meio do imenso universo. A mera existência sem propósito.

AQUI

"Às vezes acho
Que eu fiquei louco
Me dando conselhos
Até ficar rouco
Às vezes acho
Que perdi a memória
Contando de novo
A mesma história...

Aqui onde as horas não passam
Aqui onde o Sol não me vê
Aqui onde eu não moro
Não existo sem você...
Me olho no espelho
E me vejo do avesso
O mesmo rosto
Que eu não reconheço
O rádio ligado
Chuva e calor
As gotas me ferem
Mas não sinto dor...
Aqui onde as horas não passam
Aqui onde o Sol não me vê
Aqui onde eu não moro
Não existo sem você..."

Capital Inicial

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Pensando em fazer terapia?

Um assunto sério, pra ser pensado com muita calma... Mas podíamos começar tentando quebrar um pouco o paradigma que coloca tanto peso nessa palavra, terapia.

Você sabe quantos psicólogos são necessários para trocar uma lâmpada? Apenas um… mas a lâmpada precisa querer ser trocada!

A terapia, de fato, só funciona se o sujeito estiver disposto a se engajar no processo. Diferente de um medicamento que pode ser administrado até com o paciente inconsciente, a terapia só funciona a partir do movimento do sujeito.

Isso não quer dizer que a pessoa tem de chegar absolutamente pronta, amadurecida e aberta no consultório. Muito pelo contrário, o vínculo de confiança que vai sendo construído no setting terapêutico é que dará o respaldo para que a pessoa vá se engajando responsavelmente em seu processo de autoconhecimento, no qual o psicólogo é coadjuvante… o sujeito é o ator principal.

Este mesmo processo, de responsabilidade e confiança, é de extrema importância também nos processos de tratamento dos casos patológicos como: pânico, depressão etc. Casos estes onde é possível a melhora significativa do paciente, levando-o a uma qualidade de vida para muito além do satisfatório, em muitos casos pode-se mesmo conseguir a remissão da doença.

Mas é preciso sim que o sujeito deseje e invista na terapia… assim como a lâmpada que precisa querer ser trocada.

Sabemos que infelizmente ainda existem alguns preconceitos contra a terapia, mas isso tem saído de cena a passos largos e cada vez mais se acredita no potencial de contribuição da psicologia no bem viver do sujeito.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Girassóis e Miosótis

O girassol é flor raçuda que enfrenta até a mais violenta intempérie e acaba sobrevivendo . Ela quer luz e espaço e em busca desses objetivos, seu corpo se contorce o dia inteiro. O girassol aprendeu a viver com o sol e por isso é forte .

Já o miosótis é plantinha linda, mas que exige muito mais cuidado. Gosta mais de estufa. O girassol se vira... e como se vira! O miosótis quando se vira, vira errado. Precisa de atenção redobrada.

Há filhos girassóis e filhos miosótis. Os primeiros resistem a qualquer crise: descobrem um jeito de viver bem, sem ajuda. As mães chegam a reclamar da independência desses meninos e meninas, tal a sua capacidade de enfrentar problemas e sair-se bem.

Por outro lado, há filhos e filhas miosótis, que sempre precisam de atenção. Todo cuidado é pouco diante deles. Reagem desmesuradamente, melindram-se, são mais egoístas que os demais, ou às vezes, mais generosos e ao mesmo tempo tímidos, caladões, encurralados. Eles estão sempre precisando de cuidados.

O papel dos pais é o mesmo do jardineiro que sabe das necessidades de cada flor, incentiva ou poda na hora certa. De qualquer modo fique atento. Não abandone demais os seus girassóis porque eles também precisam de carinho... e não proteja demais os seus miosótis.

As rédeas permanecem com vocês... mas também a tesoura e o regador. Não negue, mas não dêem tudo que querem: a falta e o excesso de cuidado matam a planta ...

José Fernandes de Oliveira - Pe. Zezinho

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Acho que a maioria de nós quer ser girassol! Mas quer filhos miosótis.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.

Frase de JUNG.

Frase que resume a minha vontade de trabalhar com psicologia. Uma missão de palavra, de olhar, de expressar, ouvir, de silêncio. De compreender, interpretar... De afeto, muito sentimento, muito peso, muita leveza. Construção, desconstrução, destruição.
Realização, intimidade...
Eu ainda não sei definir resumidamente o que a minha profissão significa.

Quero que ela signifique, na minha vida, mais humanidade. Quero poder fazer o que eu sempre pensei que tivesse nascido pra fazer.
Quero ter capacidade de poder tocar tudo que há de mais sagrado em um ser humano, e fazer disso o melhor que possa ser feito.
Ouvir sem julgar, ver sem me escandalizar, sempre acreditando no BEM!



Ter consciência do peso da minha palavra, usá-la da melhor forma que for possível.

Viver o privilégio de poder ajudar as pessoas a serem puramente mais felizes, de ser única na vida de alguém, com a minha palavra.


Que assim seja, que seja doce!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Lá onde a identidade individual se apaga, não há nem punição nem recompensa. - Junger, Ernst


E assim, fica o vazio...

Será que é assim com todo o mundo? Quem nunca pensou: "Nossa, o que estou fazendo com a minha vida?"
- Porque não fui estudar na Austrália em 2002?
- Não seria melhor ter seguido outra carreira? Sou realmente feliz na minha profissão?
- Se um filho não tivesse vindo naquele ano, onde eu estaria agora? Como?
- É esse o cara certo mesmo?
- Estou contente com a minha vida?

Vozes profundas... às vezes mais rasas...
Cadê a vontade de lutar por meus princípios? Cadê os princípios? CADÊ EU?

Sem punição ou recompensa, ficamos ali... Como num limbo onde não nos encontramos. Medo até de aquele raciocínio perdido não ser mesmo o nosso.
Grande sinal do nada que somos. Não nos contentamos com a vida que temos em nós e no nosso próprio ser. Com a vida que criamos.

E nesse apelo por alguma verdade, muitas vezes trocamos uma coisa por outra igual, uma vida mecânica, superficial. Relações externas, imediatas, provisórias.. vida que não nos satisfaz inteiramente.
Novamente.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Ansiedade.com.br

Depoimento realíssimo

Em algum dia aparentemente comum você percebe sentir algo estranho, tenta desviar a atenção, mas aquela sensação esquisita parece te acompanhar e sugar suas energias. Talvez você já tenha passado por isso alguma outra vez, mas se distraiu e a sensação foi simplesmente embora, mas dessa vez você sente que aquilo começa a te deixar em pânico ,tira seu fôlego e começa fazer você perder o controle. Comigo foi assim, eu me encontrava em uma situação complicada na minha vida pessoal e social. Nunca pude imaginar que isso me faria quase enlouquecer, mas em uma noite qualquer, num restaurante na cidade de Pontevedra (Espanha) pela primeira vez a ansiedade me pegou.

Lá estava eu esperando minha lasanha. Já me sentia algo incômoda mas tentava me distrair enquanto conversava, quando me serviram o prato e ao invés de começar a comer, comecei a enrolar e fazer tentativas. Algo me dizia: ”Se você colocar uma só colherada na boca vai vomitar e todo o mundo vai te olhar …”

Fiquei com medo, me sentia fria e pálida. Então me levantei e fui até o lavabo e quando me olhei no espelho me vi completamente branca, sem cor nos lábios, olheiras e fria como um defunto.


Na volta, a presença das pessoas me dava medo. Eu não sabia porque, mas apenas quis ir embora, sem tocar na lasanha.


Quando sai daquele lugar, parecia que estava no céu. Mas não durou muito tempo; No mesmo dia, quando outra vez eu estava em público tive a primeira crise de ansiedade.


Minhas mãos suavam frio. Tive tontura, náuseas e uma série de coisas que se alternavam a cada segundo. Eu sinceramente pensei que estivesse morrendo e tudo aquilo só acabou depois de ir ao hospital, tomar um trankimazin 0,5 (um tipo de ansiólitico) e ir pra casa dormir. Porém desde então, paguei muitos micos, fiz muitas visitas à urgências e deixei de fazer muitas coisas por medo de voltar a passar por uma crise em público.

Nas primeiras vezes, os médicos deram o diagnóstico da seguinte forma: Crise de ansiedade. Mas logo depois eu já comecei a apresentar o medo de estar em meio às pessoas, sendo caracterizado como agorafobia. E ainda tendo sofrido pouco cheguei ao ponto que considerei o pior de todos: Síndrome do pânico e ansiedade generalizada. Ou seja, uma louca de pedra.


No entanto, mesmo sabendo do meu problema e sabendo que ele era psicológico, diante de uma crise eu não tinha controle e lá estava eu montando os mesmos espetáculos. Tinha medo de morrer. Tinha sinais que me levavam a pensar estar doente. Cada dia era uma coisa diferente, entre elas sentir que um lado da minha cabeça estava dormente e fria, ou que meu coração estava acelerado demais, tonturas e uma falta de ar incrível. Para todos esses sintomas eu encontrava uma explicação: um dia achava que tinha um tumor cerebral, HIV, leucemia, câncer. Fiz inúmeros exames e todos eram negativos, pois o que eu tinha era uma imensa depressão e uma grande solidão, que afetavam bruscamente meu estado psicológico, me causando medo até de entrar no trem para ir trabalhar.

Ao final foram mais de dois anos nessa angústia. Eu chegava a ter pena de mim por ser jovem e ter que passar por tudo aquilo. Mas hoje posso dizer que já não tenho mais crises de nenhum tipo, embora tenha alguns medos sem muita lógica, mas acredito que isso já faça parte do meu caráter e da minha personalidade.


Sentia muita raiva que as pessoas pensassem que eu era usuária de drogas, quando não era. Quando eu dizia sofrer de ansiedade, as pessoas pensavam que ansiedade leva você a comer demais e que não provoca crises. Sinto raiva até hoje que as pessoas não entendam o quanto isso é difícil e que os ansiosos ouçam: “Você precisa se controlar...”

Texto de: Cleide com L

Vai saber


Ele pode estar olhando as suas fotos . Neste exato momento . Porque não ? Passou-se muito tempo . Detalhes se perderam . E daí ? Pode ser que ele faça todas as coisas que você faz . Escondida . Sem deixar rastro nem pistas . Talvez ele faça aquela cara de dengoso e sinta saudade do quanto você gostava disso. Ou percorra trajetos que eram seus, na tentativa de não deixar que você se disperse das lembranças . As boas . Por escolha ou fatalidade, pouco importa, ele pode pensar em você . Todos os dias . E ainda assim preferir o silêncio . Ele pode reler seus bilhetes, procurar o seu cheiro em outros cheiros . Ele pode ouvir as suas músicas, procurar a sua voz em outras vozes . Quem nos faz falta acerta o coração como um vento súbito que entra pela janela aberta . Não há escape . Talvez ele perceba que você faz falta . E diferença . De alguma forma, numa noite fria . Você não sabe . Ele pode ser o cara com quem passará aquele tão sonhado inverno em Paris . Talvez ele volte...

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A tática de janeiro

Esse começo de ano me fez relembrar todas aquelas promessas de janeiro, resoluções de ano-novo... Que sempre são deixadas de lado em fevereiro.
O clima de começo de ano nos dá vontade de prestar mais atenção em nós mesmos, de extinguir os hábitos ruins. Começar aquela dieta, cuidar mais da saúde, fazer exercícios físicos....
Alguns prometem para de mentir, de sofrer por alguém que não merece, procurar um emprego realmente satisfatório.
Mas, infelizmente, logo logo essas vontades vão minguando. Os erros começam a ser cometidos novamente, sem aquele empurrãozinho essencial de janeiro...
Eu penso numa outra maneira de me motivar para essas resoluções. Claro que início de ano sempre é renovador!! Esperanças novas em folha pra gente aproveitar!! 365, ou 366 dias inteiros pela frente, pra colocar todos os planos em prática!! Isso é uma delícia. Muitas boas ideias surgem nesse período do ano.
Mas eu costumo olhas as segundas-feiras com um certo ânimo..
Talvez seja difícil para algumas pessoas pensar em comer pouco por um ano inteiro. Ou então tentar adivinhar como estará seu relacionamento daqui a 6 meses, para jurar que não vai mais aguentar desaforos! É difícil prometer ser mais compreensiva e perdoar mais sem saber quem deve compreender, ou o que se deve desculpar....
Eu faço planos mais curtinhos.
Acordo na segunda e penso o que posso fazer de bom por mim nessa nova semana! São 7 dias que eu tenho para aproveitar, para me fazer bem, para me cuidar!!
Apesar daquela preguiça básica que todo mundo tem nesse dia, ele nunca deixa de ser uma esperança renovada.
Consigo pensar em ir pra academia 4 vezes, comer saladinha em 6 refeições. Sair pra dançar em pelo menos 1 dia... Não brigar com o namorado por esse tempo curtinho; Ler ao menos 1 livro que estou com vontade; Falar com 1 ou 2 amigos que me fazem falta.

Bem mais fácil de cumprir, né?? E ainda, se eu quiser viajar, se estiver cansada, se aparecer algum problema, surgir uma nova pessoa ou mesmo se me enjoar de qualquer coisa, posso mudar tudo no próximo final de semana ;)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Quase um ano depois....



Novo post depois de quase um ano sem aparecer por aqui...



Um ano de imensas mudanças em todo o mundo, em todas as pessoas e claro, absurdas mudanças na minha vida.



Hoje venho para firmar o desejo de um 2012 LINDO E DOCE!! Pra mim e para o mundo.... para todas as pessoas que me cercam, que fazem parte dessa minha bagunçada vida... Que fizeram parte de todas essas mudanças e todos os acontecimentos de 2011... Para todo mundo que cuidou de mim nesse ano, porque eu precisei demais. Principalmente pra toda a minha família, que passou juntinho comigo por situações que nem sei caracterizar. E família aqui não significa só parentes consanguíneos. São todos aqueles que sabem que são os meus amores.






Toda aquela motivação de começo de ano, esperança de dias melhores, sol de verão pra gente adquirir melhor a vitamina D...absorver melhor o cálcio...






-LINDOS DIAS PARA O NOVO ANO!! Amor! Carinho! Positividade! Ânimo! Família! SAÚDE! Paz! Cumplicidade! Companheirismo! QUALIDADE DE VIDA!



terça-feira, 1 de fevereiro de 2011


.. quero fim de ano. Pés descalsos na areia, a brisa do mar, fim de tarde tranquilo, música boa, sem relógio, despertador, ou qualquer coisa que me mostre o tempo passando. Quero sair de noite, olhar pro céu e ver as estrelas.. ter tempo para ver como a lua é bela..

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

'Bendito quem inventou o belo truque do calendário, pois o bom da segunda-feira, do 1º dia do mês e de cada ano-novo é que nos dão a impressão de que a vida não continua, mas apenas recomeça..'

Mário Quintana

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Um belo dia você vai olhar para o lado e eu não estarei mais ali. Simples assim. Terei ido embora sem aviso, sem recomendação, sem despedidas. Vai sobrar o cheiro, o riso, a voz, as lembranças do que poderia ter sido e não foi. Mas eu mesma, de carne, osso e pensamento.. não mais.
Um belo dia tudo estará mudado e depois de algum tempo você não mais pensará em mim. Não com a mesma frequência. De vez em quando, em alguma data específica talvez. Você vai olhar o calendário, olhar aquela data tentando descobrir o que ela te lembra e depois de algum esforço você vai se lembrar de mim. Vai durar alguns segundos, você vai sentir uma leve dor de saudade no fundo do peito, respirar fundo e continuar o seu dia, sem mais delongas.
Nada dura pra sempre, e é bom que você já saiba disso agora, enquanto ainda estou por perto. Pra quando eu me for você tenha o consolo de que já sabia. De que de um modo ou de outro você já esperava por aquilo. Esperava pelo fim. Porque tudo acaba. Tudo um dia chega ao seu final. A gente querendo ou não. a

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Ocorreram muitas mudanças nas últimas semanas


Eu joguei muitas coisas fora. Deixei muitos medos, anseios, resistências, apegos, necessidades, dependência, sonhos.. tudo isso nesses último tempos.

Mas não foi sobre elas que vim escrever hoje.
Muitas coisas mudaram na vida. Em um tempo curto de vida.


Queria escrever sobre as coisas novas!
A nova vontade de fazer novas coisas.. a nova força que emerge de mim todos os dias quando acordo.
Aprendi o tal "somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes" que Drummond tentava insistentemente colocar em minha cabeça.
Um amor novo!
E uns amores velhos se renovando todos os dias.
Amor daqueles de nao querer largar.. não deixar passar. Querer pra sempre. Daqueles de adolescente.
Uns sonhos novos. Pra ficar no lugar dos antigos jogados fora.
Sonhos de ficar horas ali.. arrumando, replanejando, organizando..
Sonhos pra dar certo! Pra sempre!
.
Ocorreram muitas mudanças nas últimas semanas. QUE BOM!
=]

terça-feira, 26 de outubro de 2010


"Vem cá me deixa te tocar

Dormir à luz do teu olhar

E te falar dos meus sentimentos

Deixa o ciúme pra depois

O amor tem planos pra nós dois

Você mudou meus pensamentos..


Nosso amor é tão lindo

e eu só penso em você.."

segunda-feira, 27 de setembro de 2010


"O amor é, sem dúvida, a experiência mais importante na vida de um ser humano."

E não há nada que transmita maior amor do que olhar um filho dormindo, ou ter um filho nos meio dos braços, bem apertado.
Ou então amamentar o filho faminto, sabendo que ali naquele segundo você é a fonte de vida pra ele, a maior satisfação.
Ou até mesmo ver as artes e as palavras que ele aprendeu enquanto você esteve longe, e dar um abraço de saudade que parece não acabar mais.
E também se molhar toda dando banho em uma criança que não pára um minuto, e joga água por todos os lados.
E depois tomar uma mordidinha no rosto, ao pedir um beijo.
E como não sentir um imenso amor ao perceber que mesmo parecendo ainda um bebê, ele cresceu!! E tem personalidade, mil vontades. Tem um pouco do seu jeito, outro pouco do jeito da avó.. mas ele todo é uma pessoa!! Independente de você nos desejos e ideias, nos gostos..
E que ENORME amor irradia quando percebemos que, ao se sentir ameaçado, o filho logo nos procura com os olhos. E quando acha, rápido se encolhe no colo, ou entre suas pernas, se sentido seguro ali.
E quando vem ansioso da escola pra contar as novas aventuras e experiências.
E quando fala que tem saudade pelo telefone..
E quando acorda dizendo "bom dia mamãe, te amo!"..
E quando quer carinho..
E quando chama a atenção..
E quando vem com aquelas mãozinhas e bracinhos pequenos querendo um abraço..
E quando sorri..